Crasy Júlio Iglecias- Youtub ( Aperte que toca).

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terça-feira, 15 de novembro de 2011

Rua da Praia – Rua dos Andradas







Nesta rua eu vivi, sonhei, amei, trabalhei, chorei, sorri por quase 30 anos.
Grande marco de minha vida!
Ganhei, perdi,aprendi...aqui eu espiritualmente e materialmente cresci, obrigada SENHOR.
Passou, marcou, segui....
Rua da Praia em Porto Alegre.


Rua da Praia – Rua dos Andradas

Rua da Praia, ou Rua dos Andradas, é uma das ruas mais tradicionais da cidade, também a mais antiga da cidade.
A despeito da nova denominação ter sido oficialmente estabelecida em 1865, o nome antigo ainda persiste na voz popular, e com ele esta rua tem sido celebrada por muitos escritores, jornalistas, pesquisadores, cronistas e poetas
Em sua obra, após uma descrição da oficial Rua dos Andradas, o historiador Sérgio da Costa Franco, assim se refere: “Na toponímia antiga, da extremidade ocidental da península até a atual Rua General Câmara, a Rua dos Andradas denominava-se "da Praia"; daquele ponto para cima, "Rua da Graça".
O cronista Pereira Coruja, em suas Antigualhas, registra que "0 povo não engraçou com o nome de “Rua da Graça", terminando por generalizar a da Praia, em toda a sua extensão.
Nas escrituras dos tabelionatos e nos papeis da Câmara Municipal, fala-se em Rua da Graça pelo menos ate o final da Revolução Farroupilha.
Assim, chegamos a uma curiosa conclusão, a de que aquela que é consagrada no imaginário popular que ultrapassa, certamente, a mais de dois séculos, todos os obstáculos legais para ser soberana na mente e corações dos porto-alegrenses, na verdade, oficialmente, nunca se chamou Rua da Praia.
Quem conhece fora de nossa cidade a Rua dos Andradas?
Ao contrário, muitos já ouviram falar na Rua da Praia, local de encontros, diversão, negócios, onde circulam diariamente milhares de pessoas. Quem, não se utilizou da frase: estou indo ao centro, na Rua da Praia pagar uma conta, ou fazer umas compras, ou ir à Casa de Cultura Mário Quintana, na Praça da Alfândega, que anualmente abriga a Feira do Livro.
Em 2011 completam-se 146 anos desde que a denominação de Andradas foi oficializada - e, mesmo assim, a Rua da Praia sobreviveu incólume, soberana, na mente dos porto-alegrenses e gaúchos, sendo assim a referência para turistas que aqui chegam. Pois bem, é então contraditória essa situação.
Quem se acorre dos guias de endereços provavelmente não compreende essa ausência. A procura incessante pode, até, causar confusão.
E para comprovar essa linha de raciocínio, que nos socorremos de muitos intelectuais, escritores, poetas, jornalistas, artistas. Rafael Guimarães em seu magnifico livro Rua da Praia –
Um passeio no Tempo, Editora Libretos, se refere ao nome dessa forma: “Em 1843, quando as vias recebem suas primeiras placas, tudo passa a ser Rua da Praia, em 1865, num arroubo patriótico, a Câmara aprova o novo nome, Rua dos Andradas, em homenagem a José Bonifácio, o “Patriarca da Independência” e seus irmãos.
Para o povo, no entanto, ela será sempre Rua da Praia. E para os críticos ao resgate da Rua da Praia e defensores da homenagem aos Andradas, respondemos com a existência da já denominada Avenida José Bonifácio, uma importante via da cidade, no bairro Bom Fim, um dos mais tradicionais da cidade, que homenageia o “Patriarca da Independência”.
José Cândido Gomes, que, sob o pseudônimo de "O Estudante", publicava crônicas semanais no jornal Mercantil a partir de 1852, já glosava as particularidades e singularidades da Rua da Praia. Zeferino Brazil, Aquiles Porto Alegre e quase todos os cronistas da cidade Ihe dedicaram cronicas.
Érico Veríssimo ali situou vários episódios de seus romances.
Nilo Ruschellhe dedicou um livro especifico, e Renato Maciel de Sá Júnior publicou três series de Anedotário da Rua da Praia que se transformaram em best-seller.
Pois é a Rua da Praia cantada em versos. Fonte de inspiração, segundo o compositor carioca Tito Madi que canta a Rua dessa forma: Rua da Praia, Eu vim para procurar minha saudade, Pra ver se encontro na verdade, Aquela que vivi........
Já João Palmeiro e Ivaldo Roque em Outubro 18h dizem,
Vou pela calçada, Porto Alegre à tarde, Quase ao anoitecer, Os cinemas chamam para ver, As vitrines vão acender, Gente com pressa, Ora para quê, Vou atravessando a Rua da Praia despreocupado.
E o grande sucesso, porém, foi de Alberto do Canto em Rua da Praia: Rua da Praia que não tem praia, que não tem rio, Onde as sereias andam de saias e não de maiô. Rua da Praia do jornaleiro, do camelô, Do Estudante que a aula da tarde gazeou.....
Não menos do que o nosso imortal Moacir Scliar, em histórias de Porto Alegre, Editora LPM, cita alguns personagens da Rua Praia, e vai adiante quando diz que “A Rua da Praia, sempre foi o coração de Porto Alegre”.
Assim como Luís Fernando Veríssimo, no Traçando Porto Alegre, Editora Arte e Oficio, também sucesso editorial, refere Porto Alegre, como a Mal entendida, “A rua principal da cidade não existe. Você rodará toda a cidade à procura da Rua da Praia e não a encontrará”... “Finalmente, desconfiado de que a Rua Principal só pode ser aquela que concentra a maior parte do tráfego de pedestres no centro, você consultará a placa e lerá “Rua dos Andradas”. Mas ninguém a chama de Rua dos Andradas, chamam pelo nome antigo de Rua da Praia”.
Portanto, o nome Rua da Praia, é mais significante para nossa população, já que é a voz do povo, aqueles que são os legítimos donos dessa cidade, que estão acima de governos, partidos políticos, famílias tradicionais ou não, está além, até mesmo do sentido poético, pois é parte petrificada no cerne da nossa cultura popular.

Retirado do facebook, personagem lotado.(O autor se intitula assim.)